E se as emoções pudessem ser pensadas como diferentes frequências, algumas mais densas e pesadas, outras mais leves e expansivas? Essa é a proposta por trás da Escala de Hawkins, um mapa das emoções criado pelo psiquiatra David R. Hawkins. É também a ideia que inspira o Mapa das Emoções em Hertz, um recurso de autoconhecimento que uso para ajudar você a dar nome ao que sente e a enxergar, com mais clareza, os padrões que atravessam a sua vida.
O que é a Escala de Hawkins
David R. Hawkins foi um psiquiatra e pesquisador que dedicou parte da vida ao estudo dos estados emocionais e da consciência. Ele propôs a chamada Escala de Hawkins, um modelo que organiza as emoções em uma progressão que vai de estados mais densos, como a vergonha e a culpa, até estados mais expansivos, como o amor, a paz e a serenidade. A ideia central é que cada estado emocional carregaria uma espécie de frequência, mais baixa quando associada ao sofrimento e mais alta quando ligada ao bem-estar.
Vale um esclarecimento honesto: a Escala de Hawkins é um modelo de reflexão, uma lente para pensar as emoções, e não uma medida científica exata. O valor dela não está em cravar um número sobre você, e sim em oferecer uma linguagem simples para perceber em que estado emocional você tem passado a maior parte dos seus dias.
Um mapa dos estados emocionais
A escala organiza as emoções em uma espécie de gradiente, dos estados mais pesados aos mais leves. Alguns exemplos ajudam a visualizar essa ideia:
- Vergonha e culpa: estados mais densos, que costumam vir acompanhados de autocrítica, isolamento e uma sensação de peso.
- Medo e raiva: emoções que consomem muita energia e mantêm o corpo em tensão e alerta.
- Coragem: um ponto de virada, em que a energia começa a se abrir para o movimento e a possibilidade.
- Aceitação e amor: estados mais expansivos, associados à conexão, ao acolhimento e a uma sensação de leveza.
- Paz e serenidade: estados mais raros e sutis, ligados a uma profunda sensação de presença.
Ninguém vive fixo em um único ponto. Ao longo de um mesmo dia, a gente transita por vários estados. O que a escala ajuda a perceber é o padrão, o clima emocional em que você costuma habitar com mais frequência.
Também não existe emoção proibida ou errada. Vergonha, medo e raiva não são defeitos, são sinais, formas que a psique encontra de comunicar que algo pede cuidado. A proposta de olhar para a frequência das emoções não é condenar os estados mais densos, e sim reconhecê-los com honestidade. Quando você entende que está passando por um período de mais medo ou mais cansaço, fica mais fácil ter compaixão consigo mesma, em vez de se cobrar por não estar sempre bem. Esse olhar gentil, sem pressa de mudar nada à força, costuma ser o que de fato abre espaço para o movimento.
Da Escala de Hawkins ao Mapa das Emoções em Hertz
Foi a partir dessa ideia de frequência emocional que nasceu o Mapa das Emoções em Hertz, o recurso que ofereço hoje no meu trabalho. Em vez de deixar a emoção como um mal-estar difuso e sem nome, o mapa ajuda a olhar para diferentes áreas da vida, como o campo pessoal, os relacionamentos, o trabalho e o ambiente ao redor, e a perceber em que frequência emocional cada uma delas tem vibrado para você.
O objetivo não é rotular nem julgar o que você sente. É oferecer um retrato, um ponto de partida para a reflexão, que ajuda a enxergar com mais clareza onde está mais leve, onde está mais pesado e o que pede mais atenção e cuidado neste momento da sua vida.
Dar nome ao que se sente é o primeiro passo para deixar de ser levada pela emoção e começar a olhar para ela com mais consciência.
Para que serve esse olhar sobre a frequência emocional
Compreender em que estado emocional você tem passado os seus dias pode trazer ganhos concretos para o autoconhecimento:
- Mais clareza: perceber padrões que antes passavam despercebidos, colocando nome em sensações difusas.
- Menos identificação automática: entender que um estado emocional é passageiro ajuda a não se fundir com ele nem se definir por ele.
- Escolhas mais conscientes: ao reconhecer o que pesa, fica mais fácil cuidar, pedir ajuda e buscar o que devolve leveza.
Importante: esse processo é uma ferramenta de reflexão e autoconhecimento, não um diagnóstico nem uma promessa de cura. O Mapa das Emoções em Hertz não substitui acompanhamento de saúde. Ele é um convite para você se olhar com mais consciência e gentileza.
Quando o peso emocional pede mais do que um mapa
Se você percebe uma tristeza que não passa, ansiedade intensa, angústia constante ou um sofrimento que atrapalha a sua vida, é fundamental buscar apoio profissional, que pode incluir acompanhamento médico ou psicológico quando indicado. Nenhum mapa, recurso ou prática substitui esse cuidado. O trabalho de consciência emocional caminha ao lado do acompanhamento profissional, somando, nunca substituindo.
Um caminho de autoconhecimento com acolhimento
Na abordagem transpessoal e sistêmica, olhar para a frequência das emoções é uma porta de entrada para algo mais amplo: compreender a sua história, os padrões que se repetem e aquilo que você carrega, às vezes, desde antes de você. O Mapa das Emoções em Hertz é um dos recursos que uso nesse caminho, sempre dentro de um espaço de acolhimento, no seu ritmo e sem julgamento.
Não se trata de perseguir estados elevados o tempo todo, nem de brigar com as emoções mais densas. Todas elas fazem parte de ser humano. Trata-se de aprender a reconhecê-las, acolhê-las e, aos poucos, cultivar uma relação mais gentil e consciente com o que você sente.
O primeiro passo
Se ficou curiosa para entender em que frequência emocional você tem vibrado e como o Mapa das Emoções em Hertz pode ajudar no seu autoconhecimento, o primeiro passo é uma conversa. A sessão de acolhimento é um encontro online de até 30 minutos, sem custo, para você falar sobre o seu momento e entender, com calma, se este processo faz sentido para você. Olhar para o que se sente, com nome e consciência, já é um movimento de cuidado.